Anulôma e pratilôma: alternar só uma das fases
Duas técnicas em que a alternância de narinas acontece em uma fase só. Execução completa, e a contraindicação que o material coloca em termos absolutos.
Na respiração alternada clássica, você troca de narina o tempo todo: entra por uma, sai pela outra, entra por essa, sai pela primeira. Estas duas técnicas fazem uma coisa diferente e mais específica: a alternância acontece em uma fase só.
Em anulôma, a inspiração é pelas duas narinas e a saída alterna. Em pratilôma, a entrada alterna e a saída é pelas duas. São imagens espelhadas uma da outra, e a diferença entre elas é exatamente qual metade do ciclo carrega a lateralidade.
Antes de qualquer coisa, a advertência, porque nesta família ela é mais categórica que o normal.
Quem não pratica
Some a isso a contraindicação cervical, porque as duas técnicas usam o queixo ao peito: qualquer problema na coluna cervical, restrição de mobilidade do pescoço ou desconforto de tireoide pede que esse componente seja retirado ou que a técnica seja evitada.
Estas são técnicas avançadas. O material as inclui na lista do que iniciantes absolutos não devem praticar.
Os três componentes que precisam estar prontos
Diferentemente da respiração alternada simples, estas duas empilham quatro elementos ao mesmo tempo, e o material de segurança tem uma regra geral sobre isso: uma técnica de cada vez, sem empilhar ritmo, bandhas, mentalização e retenção antes de dominar cada elemento isoladamente.
Antes de tentar qualquer uma das duas, tenha prontos: o som de ujjáyí, estável e sem esforço; o jálandhara bandha, que é o queixo levado ao peito; e o múla bandha, que é a contração do assoalho pélvico, feita sem procurar o músculo.
Se algum dos três ainda exigir atenção consciente, a técnica inteira vira gerenciamento e deixa de entregar o que deveria.
Anulôma: execução completa
A entrada é pelas duas narinas, a saída alterna.
Posição inicial. Sentado, coluna alinhada. Estômago vazio.
- 01
Leve o queixo em direção à cavidade triangular do peito, fechando a glote, executando o jálandhara bandha.
- 02
Inspire profundamente pelas narinas mantendo a glote parcialmente fechada, com o som contínuo de ujjáyí.
- 03
Retenha o ar de cinco a dez segundos.
- 04
Durante a retenção, aplique o múla bandha.
- 05
Obstrua ambas as narinas com os dedos, mantendo o múla bandha.
- 06
Mantenha a narina direita obstruída e expire lentamente pela narina esquerda.
- 07
Repita os passos de um a seis, e desta vez obstrua a esquerda e expire pela direita.
- 08
Isso fecha um ciclo. Repita de cinco a oito ciclos.
Pratilôma: execução completa
A entrada alterna, a saída é pelas duas narinas.
- 01
Leve o queixo ao peito, executando o jálandhara bandha.
- 02
Obstrua as narinas com a mão direita.
- 03
Pressione a narina esquerda, mantendo a direita levemente aberta.
- 04
Inspire lenta e profundamente pela narina direita, enchendo completamente os pulmões.
- 05
Pressione ambas as narinas e retenha de cinco a dez segundos, ou mais.
- 06
Durante a retenção, aplique o múla bandha.
- 07
Expire lentamente pelas duas narinas com o som de ujjáyí.
- 08
Repita os passos de um a sete, agora pressionando a direita e controlando a abertura da esquerda.
- 09
Isso fecha um ciclo. Repita de cinco a oito ciclos.
As duas lado a lado
Repare que a retenção é idêntica nas duas, e que ela é o componente que carrega a maior parte da exigência. Se você reduzir a retenção para três segundos, reduz a exigência das duas ao mesmo tempo.
| Anulôma | Pratilôma | |
|---|---|---|
| Inspiração | Duas narinas, em ujjáyí | Uma narina de cada vez |
| Retenção | 5 a 10 s, com múla bandha | 5 a 10 s, com múla bandha |
| Expiração | Uma narina de cada vez | Duas narinas, em ujjáyí |
| Ciclos | 5 a 8 | 5 a 8 |
Ajustes e erros comuns
- O queixo ao peito é um movimento lento. Hiperextensão brusca do pescoço causa tontura, e o material registra isso
- A obstrução das narinas é leve. Pressionar com força deforma a passagem e endurece o gesto inteiro
- Se você tem qualquer questão cervical, faça sem o queixo ao peito e mantenha o resto
- Comece com retenção de três segundos, e não com os cinco a dez do material
- Cinco ciclos é suficiente para uma sessão inicial. Oito é o teto do material, e não a meta
Sinais de parada imediata
Volte à respiração natural e permaneça sentado até normalizar por completo.
- Tontura, escurecimento da visão ou sensação de desmaio
- Formigamento intenso, espasmo ou contratura em mãos, pés ou rosto
- Dor ou aperto no peito, palpitação, batimento irregular
- Dor cervical durante o queixo ao peito
- Dor de cabeça súbita
- Náusea, suor frio ou confusão mental
As variações que somam risco
O material registra combinações destas duas com bhastriká, e elas somam os riscos da hiperventilação, incluindo a contraindicação na gestação. São classificadas como avançadas e não são o próximo passo de nada que esteja descrito aqui.
O que o app tem, e o que ele não tem
O BREATH//CTRL não conduz nenhuma técnica com obstrução de narinas, com bandhas ou com som produzido pelo praticante. Os doze protocolos trabalham com as duas narinas abertas e respiração livre pelo nariz.
Anulôma e pratilôma se praticam inteiramente fora do app, e elas não são continuação de nenhum protocolo. O que o app oferece a quem pratica estas técnicas é a contagem de outras coisas e o registro do antes e do depois, e isso pode ser usado numa sessão livre.
Comece por aqui, hoje
Se você tem hipertensão, condição cardíaca ou alteração nervosa, não comece por estas técnicas. Nádí shôdhana simples, sem ritmo e sem bandhas, entrega a lateralidade sem essa lista.
Se não tem, o passo de hoje não é a técnica: é conferir os três pré-requisitos. Faça cinco respirações com som de ujjáyí, cinco com o queixo ao peito na expiração, e cinco contrações do assoalho pélvico. Se os três saírem sem que você precise pensar, você está pronto para a semana que vem. Qualquer dúvida sobre os pré-requisitos, me escreve. A comunicação é o nosso maior poder.
Ler sobre respirar não muda seu estado. Respirar muda.
Um minuto já conta. Escolha um protocolo e veja o que acontece.
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