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TÉCNICAS E RITMOS / BANDHAS

Jálandhara bandha e a tríplice contração, passo a passo

A terceira contração é o queixo ao peito. Juntas, as três formam a tríplice contração, e ela só se pratica quando cada uma já sai sozinha.

Atualizado em 28 de ago. de 2026

A terceira contração é a mais simples de descrever e a que tem o gesto mais delicado: levar o queixo em direção ao peito, comprimindo suavemente a região da garganta. O nome é jálandhara bandha.

Sozinha ela tem pouco uso. A função dela aparece quando as três contrações acontecem ao mesmo tempo, com os pulmões vazios, formando o que o acervo chama de tríplice contração: assoalho pélvico contraído, abdômen sugado para cima e para dentro, e queixo ao peito.

Este artigo trata das duas coisas, porque a primeira só faz sentido em função da segunda.

Jálandhara sozinha: execução

Posição inicial. Sentado, coluna alinhada, ombros relaxados.

Se quiser adicionar retenções, o material descreve duas possibilidades: reter com os pulmões cheios enquanto a cabeça está inclinada para trás, ou reter com os pulmões vazios com o queixo encostado no peito. As duas são opcionais e adicionam as contraindicações do kumbhaka.

E uma regra de execução: o movimento é lento. Hiperextensão brusca do pescoço causa tontura, e esse é o efeito adverso mais comum desta técnica.

  1. 01

    Inspire profundamente enquanto inclina a cabeça para trás, alongando o pescoço. Sinta a extensão na região cervical e mantenha o resto da coluna alinhado.

  2. 02

    Ao expirar, traga lentamente o queixo em direção ao peito, comprimindo suavemente a garganta e a região da tireoide. O restante da coluna permanece ereto.

  3. 03

    Repita alternando os dois movimentos, acompanhando o ritmo da respiração: inspira inclinando para trás, expira trazendo o queixo ao peito.

Por que ela existe

A compressão fecha parcialmente a passagem na garganta, e é isso que ela faz de concreto. Numa retenção, essa compressão impede que a pressão gerada no tórax suba livremente em direção à cabeça.

O efeito prático é sentido por quem já reteve o ar sem ela: a sensação de pressão no rosto e nos olhos durante uma retenção longa. Com o queixo ao peito e a garganta fechada, essa pressão se distribui de outra forma.

É por isso que jálandhara aparece sempre acompanhando retenção, e quase nunca sozinha. Ela é um componente de segurança e de contenção, e não um exercício autônomo.

A tríplice contração: execução completa

Pré-requisito. O material é explícito: quem nunca praticou as contrações isoladas deve se familiarizar com cada uma separadamente antes de combinar as três. Isso não é sugestão, é a regra geral do material de segurança sobre não empilhar elementos.

Posição inicial. Sentado, coluna alinhada, ombros relaxados, um leve sorriso no rosto. Estômago vazio, obrigatoriamente.

A ordem dos passos três, quatro e cinco importa: de baixo para cima. Fechar a garganta antes de organizar a base torna a coordenação bem mais difícil.

  1. 01

    Inspire profundamente, enchendo completamente os pulmões, e faça uma pequena pausa com os pulmões cheios.

  2. 02

    Exale lentamente, esvaziando por completo. Com os pulmões vazios, prepare-se para as três contrações.

  3. 03

    Contraia firmemente os músculos do assoalho pélvico, ativando toda a região do períneo. Esse é o múla bandha.

  4. 04

    Ao mesmo tempo, contraia o abdômen para cima e para dentro, criando a sucção que puxa a parede abdominal para debaixo das costelas. Esse é o uddíyána bandha.

  5. 05

    Incline a cabeça para frente, trazendo o queixo em direção ao peito, comprimindo a garganta, com a coluna alinhada e o pescoço alongado. Esse é o jálandhara bandha.

  6. 06

    Mantenha as três contrações pelo máximo de tempo confortável, sempre respeitando o limite.

  7. 07

    Quando precisar respirar, relaxe todas as contrações, levante a cabeça, inspire normalmente e recupere o fôlego.

  8. 08

    Repita o ciclo algumas vezes, com respiração livre entre um e outro.

Quem não pratica a tríplice

A tríplice herda a lista inteira do uddíyána, que é a mais restritiva das três, e soma a cervical do jálandhara. Se você não pode fazer o vácuo abdominal, você não faz a tríplice.

O material também alerta sobre não forçar a retenção com os pulmões vazios, especialmente para quem tem problemas respiratórios ou cardíacos.

Sinais de parada imediata

Solte as três contrações, levante a cabeça, volte à respiração natural e permaneça sentado até normalizar.

  • Tontura, escurecimento da visão ou sensação de desmaio
  • Dor cervical, lombar ou abdominal
  • Dor ou aperto no peito, palpitação, batimento irregular
  • Náusea ou refluxo
  • Dor de cabeça súbita
  • Formigamento intenso ou espasmo

Onde ela é exigida

A tríplice aparece na finalização de bhastriká, e o material registra que ela deve ser executada de acordo com o nível de experiência do praticante. Aparece também em várias combinações do bloco de bandhas com respiração, e o próprio material afirma que esses exercícios devem ser praticados apenas por quem já domina os bandhas isoladamente.

Não existe atalho aqui. Execução incorreta gera desconforto e sobrecarga, e é uma das poucas famílias em que o material recomenda supervisão presencial de forma explícita.

O que o app tem, e o que ele não tem

O BREATH//CTRL não trabalha bandhas em nenhum protocolo, e não pede contração muscular em lugar nenhum do fluxo de sessão.

O que ele oferece a quem pratica esta família é a contagem e o registro de outras coisas. A tríplice se pratica fora do app, e ela não é continuação de nenhum protocolo do catálogo.

Comece por aqui, hoje

Não comece pela tríplice. Comece conferindo se as três saem isoladas: dez contrações pélvicas dinâmicas, um ciclo de vácuo abdominal, e três movimentos lentos de queixo ao peito.

Se qualquer uma das três ainda exigir que você pense em como fazer, o trabalho desta semana é essa uma, e não a combinação. Empilhar antes da hora é o caminho mais curto para o desconforto e para a conclusão errada de que a técnica não é para você. Qualquer dúvida sobre a ordem, me escreve. A comunicação é o nosso maior poder.

LEVE PARA A PRÁTICA

Ler sobre respirar não muda seu estado. Respirar muda.

Um minuto já conta. Escolha um protocolo e veja o que acontece.

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